sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Entre Uma Porteira e Outra


Apenas um passo
Estou,me acho
No rasante vão
Deste manso riacho
Pesco Lambari
Bateia, riacho
Pois sei... Ouro, por aqui?
Sei que não acho!
Cavalo ariado, me vou...
Balcão confraria
Amigos na Vila
Até mesmo quem fila!
Trilha, porteira.
Carro de boi
Vendi o milho
E ele se foi!
Goiabada cascão
De coalho; o queijo
Melhor, dela,
Só um beijo!
Lenha de alecrim
Cheiro de broa assada
Sabor de amor
Das mãos da mulher amada!
Amável amanhecer
Neste despertar de sinfonias sabias
Neste pomar florido
Com os gorjeios dos Sabiás!
Enxada de roçar
Pedra de afiar
Roça ta cansada
De tanto esperar!
Troco a troça pela singeleza
Deste meu sertão imortal
Onde se faz do amor
Uma arte sem igual!


Marcondes Filho



4 comentários:

  1. Fico feliz por vocês gostarem das poesias do meu pai.Obrigada!Beijos!

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