domingo, 6 de fevereiro de 2011

Descarte


Descartei
Do meu modo de ser
De só te amar
De só te querer
De só ter olhos pra você

Descartei de minha mente
As minhas lembranças
Do teu modo de ser

Descartei
De tuas mentiras
De falsas juras
De tuas missivas
Descartei-me

Descartei
Do seu perfume
De tua pele macia
De tua boca molhada
Descartei-me

Descartei
Até da vida
Depois que você me disse adeus
Descartei de minha dama
Não sou mais o seu valete
Neste jogo de amor

Descartei
De minha ultima carta

Menezes Filho

5 comentários:

  1. bacana o blog! já sou seguidora! segue o meu tbm: http://mdefenestrado.blogspot.com/

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  2. As eternas dores de amor dos poetas...
    Tão lírico, tão belo!

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  3. As vezes descartar é mesmo preciso...
    Adorei o poema
    *-*

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  4. Já li mais de uma vez esse poema. Gosto muito dele!

    Samuel

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