segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Chuva


Lá fora a chuva é fina
Pouco mais que neblina
Aqui dentro
 Lembranças deixadas
 Jamais esquecidas
E como esquecer
 Se presente é este viver...
 Como esquecer você?
É como vinho
Que deixa sabor na boca da gente
 Inebria Embriaga
Mas passa
E eu deixei-me embeber de seu carinho
 Foi como o último beijo
Foi como o último sabor de doce que gosto
 E este doce era você
 Quando viestes
Garoa fina Gotas de orvalho em minh’alma
 Lágrimas do passado
Em seu rosto
Diziam de sua tristeza
Acalentei-te
 A fiz voltar à vida
E se por amor não ficou
Sem tristeza partiu
Levava n’alma Toda minha afeição
Mas nada deixou
Além de lembranças.

 Hoje percorro sozinho
Por onde andastes
E não encontro seu rastro
Perdeu-se de meu destino
 Mas não estou desolado
 Queria saber seu paradeiro
Saber de seus olhos outrora tristes
De seu sorriso antes calado
Queria saber hoje emocionalmente
De seu riso recuperado
 Por um novo caminho encontrado
Eu me sentiria feliz
Por te ver sorrir novamente
Amém!

 Fim

 Marcondes Filho

6 comentários:

  1. Uaaau gostei muito do poema! Você escreve muito bem, parabéns!

    ResponderExcluir
  2. as poesias postadas aqui são sempre muito boas!

    ResponderExcluir
  3. muito bom, e eu li ouvindo som de piano, causou uma boa sensação ;D

    ResponderExcluir